Antoine de Galbert, colecionador e apaixonado por arte contemporânea, abre as portas daMaison Rougecom sua rica coleção de coiffes ethiniques, iniciada há mais de 15 anos. Na exposição intitulada Voyage Dans Ma Tête, a Maison apresenta 400 adornos de cabeça entre chapéus e perucas, objetos de rituais, adorno social ou utilitário, peças de etnias não ocidentais, parte destes feitos de cabelos, crânios de macaco, penas, prata, ouro, chifres, botões, peles, miçangas, insetos e impressionantes bicos de pássaros. Uma viagem de texturas, materiais e cores que fazem parte da humanidade. Grande experiência estética, um ambiente cheio de histórias e mistérios, misturando poder, sagrado, caça, guerra, ritos de passagem e sedução.
De um lado, uma peruca paraguaia feita com tapeçaria de escamas de crocodilo. Do outro, uma carapaça de pangolim, mamífero que vive em zonas tropicais da Ásia e da África, ou ainda um chapéu da Oceania incrustado com mais de 1500 cabeças de besouros!
A expo é dividida em categorias: Mimetismo Animal, Caçadores e Guerreiros, O Homem Pluma, Reis e VIPs, Vertigem do Sagrado, Padres e Feiticeiros, Ritos de Sedução, Adornos Femininos, Louvor ao Simulacro, Naturais, Extravagantes e as intituladas “Celles que jê n’aurai jamais”, doMuseu Quay de Branly.
Bem interessante a forma que ele pontua a expo, misturando trabalhos de artistas contemporâneos entre as etnias, como Robert Malaval, Olivier Babin, Chantal Petit e Theo Mercier, criando situações com bom humor e conceito.
Fechando a expo, uma vitrine absurda com parte do acervo do Museu Quay de Branly. Dá pra sacar o desejo impossível do colecionador de aumentar seu acervo com estas prestigiosas raridades históricas.
A exposição vai até o dia 12 de setembro na Maison Rouge, em Paris.