Contrariando a lei da física, um grupo de músicos baianos resolveu provar que dois bateristas podem, sim, ocupar o mesmo lugar no espaço. O nome disso é “
clone drum”, mas o resultado final pode ser chamado de
Vendo 147.
A ideia veio importada da Suíça: numa espécie de bateria siamesa, em que um mesmo bumbo é tocado por duas pessoas ao mesmo tempo - no caso, Glauco Neves e Dimmy "O Demolidor" Drummer. Ainda completam a banda os guitarristas Pedro Itan e Duardo Costa e pelo baixista Caio Parish. “Toda idéia surgiu depois que o Glauco compôs uma série de músicas e as registrou em uma página da web, em 2005. Em 2009 ele se reuniu com outros dois músicos que já tinham feito algumas apresentações dessas canções. A partir daí, resolveram transformar o projeto em uma banda de verdade”, conta Dimmy. O nome acabou vindo depois, quando um amigo da banda anunciou a venda de seu Fiat 147.
Com um som instrumental feroz e elaborado, a
Vendo 147 já roda o Brasil divulgando seu EP, disponível para download free no
MySpace. Enquanto isso, a banda também está concluindo a gravação do primeiro álbum, um disco conceitual que se chamará “
Godofredo”.
Nesta entrevista, o baterista Dimmy fala em nome da banda sobre o “clone drum”, o papel da internet nos novos rumos da indústria fonográfica e ainda avalia como está a cena musical baiana - “Bahia é a terra da música”, revela.