Nascida em
Roterdã, a fotógrafa
Sacha Van Dorssen mudou-se para
Paris em 1963, logo depois de se formar na
Academy of Fine Arts Sint Joost. Chegando na cidade luz, foi subitamente descoberta por
Peter Knapp e começou a fotografar para a revista
Elle. Com cliques fortes e sensuais, Sacha foi ganhando espaço em outras revistas, como
Marie Claire,
The Sunday Times Magazine,
Stern,
Avenue e
GQ, tornando-se uma das fotógrafas mais icônicas dos anos 70 e 80. Insider do eixo fashion, documentou não só o nascimento de uma geração de estilistas -
Chanel,
Dior,
Christian Lacroix,
Yves Saint Laurent e
Ungaro -, como também o de uma nova safra de tops, entre elas
Laetitia Casta,
Linda Evangelista,
Inès de la Fressange e
Isabella Rossellini.
Para comemorar o seu legado deixado à moda francesa, Sacha ganha duas exposições em cartaz na cidade luz até semana que vem. O
Institut Néerlandais traz a mostra “
Sacha”, que faz uma coletânia de cliques editoriais. Paralelamente, a
Galerie Sit Down expõe “
Si c’était”, que reúne suas imagens a partir da pergunta: se Sasha fosse uma cor, um animal ou uma metáfora, o que seria? A resposta, é claro, depende do olhar sobre suas fotos.