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18
jan 2010

Arte, França

Shakespeare
and Company

Postado por , do Lacoste Evolução Francesa

Paris é um tipo de cidade com livrarias a cada esquina, mas é bem possível que a mais parisienne de todas seja – voilà! – uma loja de literatura anglo-saxã. Como se não bastasse tanto nonsense, Shakespeare and Company é uma livraria que também funciona como biblioteca e hotel.

Hotspot de escritores e poetas beats, o lugar chegou a ser frequentado por personas do naipe de Ernest Hemingway, T. S. Eliot e Simone de Beauvoir. Assim, acabou virando um endereço habitué dos alternatifs de todos os cantos do mundo. Por isso é que a décor da livraria conta com seis estreitas camas, rodeadas pelos mais de 40 mil livros. Todas elas podem ser usadas em troca de algumas horas de trabalho, além da leitura de um livro por dia. Para ser admitido nesse hotel culturette, basta escrever uma autobiografia de uma página. Depois disso, a inspiração fica livre para a produção de qualquer tipo de obra literária: romances, roteiros ou peças de teatro.

Os neo-escritores também podem participar de festivais e eventos semanais über-cults que rolam por lá. Hoje, aliás, quem dá as caras é o escritor belgo Luc Sante, que está em Paris por conta da exposição de Christian Boltanski no Monumenta 2010.

Aberta em 1919 pela americana Sylvia Beach, Shakespeare and Co. foi também a primeira editora a publicar Ulisses, de James Joyce. Tempos depois foi fechada e voltou a ser o nome de outra loja, em 1962. O dono agora era o icônico George Whitman, que você conhece logo abaixo, no documentário Portrait of a Bookstore as an Old Man. Como não poderia deixar de ser, há também dois livros inspirados no lugar: um escrito pela própria fundadora, e outro pelo jornalista canadense Jeremy Mercer.

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