Espontânea, doce, caseira, cat lover e preguiçosa, talvez vocês já tenham visto este rosto em algum blog de música ou até mesmo em jornais. Camila Cornelsen, ou simplesmente Cacá V., passou de estudante de Engenharia Civil e fotógrafa a vocalista de uma das bandas mais cools de Curitiba, a Copacabana Club. Foi durante a faculdade, por volta de 2005, que Camillinha começou a fotografar. Muito do que sabe, aprendeu com seu pai, Ito Cornelsen, que também é fotógrafo. Daí em diante passou a clicar moda e ter seus trabalhos publicados em algumas revistas e sites como Top View, Nano, Criativa e Void – sendo que alguns desses são de cunho pessoal, feitos em viagens ou com os amigos.
Até então, nem passava pela sua cabeça ser vocalista de uma banda e viajar para diversas cidades e fazer uma miniturnê pelos Estados Unidos, passando por festivais tão importantes quanto o SXSW. Tudo aconteceu por acaso em 2007, quando um grupo de amigos resolveu montar uma banda e ela se ofereceu para ser a vocalista – mas assim, na brincadeira. A proposta foi tão bem aceita pelo público que, aos poucos, os convites de shows começaram a aparecer. Seus projetos pessoais acabaram ficando um pouco de lado e, por conta de tantas viagens, seu lado caseiro aflorou mais. Mas independente disso, leva sempre sua câmera, para onde quer que vá. Além de retratar os companheiros e os locais dos shows, Camillinha procura fotografar tudo o que lhe atrai, os costumes, as pessoas, os movimentos da natureza e letreiros, uma coleção que começou quando foi a Dublin.
Com tantos shows, a busca por cuidados vocais foi inevitável e Cacá teve que ir atrás de aulas de canto. Mesmo conhecendo seus limites, nunca achou que pudesse aprender tanto em tão pouco tempo. Dois anos já se passaram mas, para ela, estar no palco e ver o público cantando suas músicas continua sendo estranho. Mesmo assim, ela quer ir além. Voltar a tocar piano, coisa que fazia com sua mãe quando era criança, é uma de suas metas. Entre outros tantos projetos de sua vida estão arranjar tempo para voltar a fotografar mais, conhecer a Ásia, trabalhar com direção de fotografia para cinema e lançar um livro com fotografias suas. Com relação à banda, torce para que muitos shows venham e mais experiências como o SXSW aconteçam.