Evolução Francesa é selo de curadoria da LACOSTE que evidencia
o que há de fresh em moda, música e arte no eixo cultural França-Brasil.
24
set 2009

Arte, França, Lacoste, Moda, Música, São Paulo

Persona: Facundo Guerra

Postado por , do Lacoste Evolução Francesa

Idade, onde vive, o que faz? 35 anos, São Paulo. Ainda não consigo descrever o que faço.

Não dá para começar de outra forma, qual teu signo? Capricórnio.

Huum, o que você tem amado, ultimamente? Ler.

Lê alguma publicação? Nenhuma.

E livro, tem lido? Sim, muitos. Atualmente o “Contraponto”, do Huxley e a “História do Olho”, do Bataille.

Sites nos favoritos? today and tomorrow e a Intergalactic FM.

O que tem tocado no seu iPod? Francamente, só ouço música quando estou trabalhando, e geralmente ouço rádios on-line. Não gosto de bandas nem de modismos. Ouço muito jazz e música eletrônica antiga, tenho pouca afinidade com o rock. Charles Mingus é o cara.

Se você pudesse trazer algo da França para o Brasil, o que seria? A Carla Bruni e um monte de queijos. Melhor, um fondue de Carla Bruni.

Qual foi o lugar mais interessante que você foi nos últimos 12 meses? A Praça Roosevelt à noite, com todos aqueles escombros humanos e arquitetônicos. Talvez um dos poucos lugares do mundo que me faça sentir fragilizado.

Se pudesse encher seu armário de algum estilista, qual seria? Não me preocupo com estilistas, me importo com as peças em si, independentemente de quem as concebeu.

3 programas imperdíveis para quem visita São Paulo? O Museu do Crime da Polícia Militar na USP, o jardim de esculturas do Parque da Luz e a cidade em miniatura que está na sala de ferromodelismo do Parque do Ibirapuera.

O que mais te atrai na Lacoste? Como a marca é usada por pessoas com as mais diferentes estéticas, a diversidade de pessoas que se sentem bem envergando uma roupa da marca. Me explico: a Lacoste surgiu, suponho, como uma marca certamente elitista, de jogadores de tênis. Pois, com o passar dos anos, as roupas, principalmente as pólos, passaram a ser descartadas pela elite e paravam nos brechós, para então serem compradas e usadas pelos mods, skinheads, enfim, pessoas que nada tinham a ver com o primeiro público-alvo da marca, mas para quem a mesma queria dizer algo do tipo “não me importo se é uma marca desenhada para as elites, eu faço o que entender com ela”. Ou seja, ela é abrangente e comunica algo que não pode ser confinado em um grupo social, que “vaza” e que representa mais do que simplesmente é – ou seja, uma camiseta, em última instância. Sinônimo de elegância despojada, de casualidade formal, se isso for possível, ela consegue colocar o pé em vários mundos, e fazer sentido para todos esses grupos. É isso que me atrai na Lacoste: não importa se você está em um country club para assistir um jogo de pólo ou em show de uma banda no meio de um pogo, ela é elástica o suficiente para fazer sentido nos dois tipos de cenário.

Último consumo? Um relógio Jaz Derby Swisssonic, de 1968.

Agridoce, hoje? Sair à noite.

Viagem mais absurda e o por quê? De ônibus para Buenos Aires, alguns meses antes de abrir o Vegas, 4 anos atrás. Foi praticamente um rito de passagem.

Se você fosse um personagem de um filme, quem seria? O HAL 9000 de “2001, Uma Odisséia no Espaço”.

Lugar certo para um 1º encontro? Le Casserole, ali no Arouche.

Profissão ideal? Astronauta.

Você tem um gadget favorito? O meu Playstation 3.

Qual sua cidade preferida no mundo e por quê? São Paulo. Por me maltratar tanto e em seguida me fazer tão bem. Tenho uma relação de mulher de malandro com a cidade.

Que comida melhora o teu humor? Sorvete de dulce de leche.

Como se vê em 5 anos? Aposentado, dando aulas em alguma universidade de quinta categoria e criando uma ninhada de filhos.

Tem algum mantra? O mais profundo é a pele.

Válvula de escape? Fliperamas suspeitos e sujos.

Mania? Roer as unhas e colecionar relógios.

O que primeiramente perceberíamos em você numa primeira conversa? Não faço a menor idéia. Cada qual percebe o outro de uma maneira distinta.

Você tem algum tipo de guru? Mestre Yoda, do Star Wars.

Facundo é o rosto por trás do clube Vegas, do Volt e do Z Carniceria.

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