"Penso na roupa não só pela beleza ou pela estética, mas também pela capacidade de conforto."
foto por Bob Wolfenson
Nativo do interior paulista, Paulo Borges se mudou para São Paulo querendo prestar vestibular de computação quando, de repente, seu rumo mudou: começou produzindo desfiles esporádicos para amigos e, hoje, é o diretor artístico do São Paulo Fashion Week, o evento de moda mais importante do país.
Já se preparando para o SPFW 2012, Paulo busca inspiração no seu filho e na fotografia durante esse período tão corrido – e, mesmo com um evento tão fashion chegando, ele ainda prioriza o conforto sobre a beleza na hora de se vestir. Unconventional Chic 24 horas por dia.
Quais são as pessoas que te inspiram?
Meu filho tem me inspirado muito, não sei definir como. Mas é uma troca de energia muito inspiradora. Fora isso, sou muito ligado à natureza, ao por do sol. O silêncio também me inspira muito. A moda, é claro, sempre me inspirou e acho muito importante que essa inspiração continue existindo.
Por que você inspira as pessoas?
Acho difícil falar sobre isso, mas talvez pelo conjunto de coisas que eu esteja fazendo e o que essas coisas representam. O que eu sempre ouço das pessoas que me conhecem é esse meu lado humano, essa simplicidade que eu tenho.
Como a França te inspira?
Me inspira muito. Para mim, Paris é cidade mais linda do mundo. Vou para lá desde que eu tenho 18 anos e, mesmo assim, é sempre um grande momento chegar na cidade, ver as luzes, pensar em todas as coisas que eu gosto de fazer lá.
O que você traria da França para o Brasil?
Essa paixão que os franceses tem por arte, moda e design.
O que você levaria do Brasil para a França?
A alma brasileira. Com certeza os franceses ficariam mais interessantes!
O que é Unconventional Chic para você?
Acho que as pessoas estão começando a assimilar essa ideia, esse ponto de equilíbrio entre a falta e o excesso. Meu lado Unconventional Chic talvez seja a fotografia. Comecei a colecionar algumas delas. Tenho vários artistas que me inspiram na minha casa, como JR Duran, Mario Cravo, Pierre Verger e até do próprio Bob Wolfenson.
Como você define seu estilo?
Penso na roupa não só pela beleza e estética, mas também pela capacidade de conforto. Por isso, meu estilo acaba sendo muito casual.
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