"Durante o dia, estou sempre na correria e não tenho muito tempo para pensar em que roupa vestir. À noite, para tocar, é que eu me visto com mais cuidado, muito inspirada nessa coisa over."
foto por Ludovic Carème
Lara Gerin já mora em São Paulo há 20 anos e é completamente apaixonada pela cidade, mas nem sempre foi assim: ela morou na França, terra natal de seu avô, durante dois anos. Começando a carreira como modelo internacional, Lara mudou seus rumos assim que voltou para o Brasil: “assim que cheguei já comecei minha carreira como stylist”, conta. Ela também é DJ em vários lançamentos de coleções e festas de marcas.
Quais são as pessoas que te inspiram?
São duas: a primeira é a minha tia, que me criou desde pequena. Ela era uma pessoa muito centrada, com o pé no chão e preocupada com o bem estar das pessoas. Sempre que tenho algum perrengue, penso como ela reagiria. Outra pessoa que me inspira muito é a Anna Dello Russo. Se eu pudesse, seria a versão brasileira dela! Adoro aqueles looks super montados que ela usa. Me inspiro muito nela quando me visto para tocar, apesar de que aqui no Brasil as pessoas são ainda muito conservadoras. Então acabo sempre adaptando essa loucura toda de alguma forma.
Também gosto muito da Giovanna Battaglia, que já tem um estilo mais perto da nossa realidade.
Por que você inspira as pessoas?
Sou uma pessoa que faço muitas coisas ao mesmo tempo, acho que essa energia, essa forma de agir acaba inspirando as pessoas de alguma forma.
Como a França te inspira?
A França me pega pelo estômago, adoro a cozinha! Também acho Paris uma cidade muito inspiradora, principalmente no inverno. Comecei a gostar da língua só depois que aprendi.
Quais são suas fontes de inspiração diária?
Filmes e videoclipes, principalmente da Madonna e do George Michael. Mas cada dia é um dia e procuro sempre referências novas.
Como você define seu estilo?
Tudo depende da situação. Durante o dia, estou sempre na correria e não tenho muito tempo para pensar em que roupa vestir. À noite, para tocar, é que eu me visto com mais cuidado, muito inspirada nessa coisa over.
O que te inspira a ser Unconventional Chic?
Quando estou tocando. É uma diversão simples, mas com uma música de bom gosto e roupas com um toque de glamour.
O que você levaria do Brasil para a França?
O que eu sempre levava para lá, no início dos anos 90, era Sonho de Valsa, pão de queijo e Guaraná.
O que você traria da França para o Brasil?
A música francesa, de Serge Gainsbourg ao hip hop. Também traria o sistema de metrô, sério! É o melhor do mundo. E traria os perfumes!
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