"Acho que o inusitado está nos olhos de quem vê, mas todo mundo tem um pouco de Unconventional Chic."
foto por Bob Wolfenson
Fazendo rap desde o final dos anos 1980, Criolo lançou seu primeiro disco, Ainda Há Tempo, em 2006, mesmo ano em que fundou a Rinha dos MC’s, em que acontecem batalhas de freestyle, shows e exposições. Em 2011, o músico lançou Nó Na Orelha, seu segundo álbum, que virou queridinho da crítica por misturar o rap com rítmos como MPB e soul. A nova fase de sua carreira lhe rendeu cinco indicações no VMB 2011, onde vai apresentar a música “Não Existe Amor em SP” em dueto com Caetano Veloso.
Mesmo com a fama crescente, Criolo continua humilde como sempre, sem abandonar os tons de paz e calma de sua voz – “ainda tenho muito o que aprender”. Para ele, todo mundo tem um pouco de Unconventional Chic: “O inusitado está nos olhos de quem vê”.
Quais as pessoas que te inspiram?
Meus pais, que são maravilhosos. Minha mãe é uma escritora de mão cheia. Meu pai é um negro lindo, cheio de garbo. Enchergo meu pai como um rei de uma nação africana.
Por que você inspira as pessoas?
Não sabia que eu inspirava as pessoas, é algo novo para mim. Mas procuro fazer o melhor que eu posso, o que é muito diferente de querer ser o melhor. Ainda tenho muito o que aprender.
O que é ser Unconventional Chic para você?
Acho que inusitado está nos olhos de quem vê, mas todo mundo tem um pouco disso. O “unconventional” é o mesmo que sagacidade, ousadia. O “chic” é a mesma coisa que sutiliza, elegância. Isso são coisas que todo mundo tem de alguma forma, alguns mais, outros menos.
Como a França te inspira?
Toco há mais de 15 anos com o DJ Cassiano Sena e a gente sempre fala que o nosso sonho é tocar na França um dia. Minha mãe se formou em filosofia e sempre fala dos pensadores mundiais. Por isso sempre achei a França um lugar muito agradável de se pensar. Gostaria muito de poder ir e contar para a minha mãe como é.
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