Bon Jour mes amis! A partir de hoje vou mostrar por aqui um pouquinho do que está acontecendo de mais empolgante na cena noturna e cultural do Rio. O que já é trendy e o que você deve ficar de olho.
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O nome até pode assustar. Parece aquelas festas sombrias ou aquelas baladas pesadas de metaleiros e góticos. Mas na verdade, não é nada disso. Bem pelo contrário. A Voodoohop é uma das melhores alternativas para todos aqueles que se cansaram das mesmices dos clubes paulistanos.
Organizada pelo alemão Thomas Haferlach, a Voodoohop acontece em São Paulo desde a segunda metade de 2009. Sempre em algum ponto antigo e detonado na cidade, a divulgação acontece quase que totalmente no boca-a-boca (via facebook ou e-mail), quase como uma festa privada, como as squat parties que acontecem em prédios abandonados de Londres ou em bunkers de Berlim.
Sem periodicidade certa ou local definido – muitas vezes a locação do próximo evento é revelado apenas horas antes do acontecimento de fato – só entra quem tiver nome na lista (sem exceção): fato que deixa a festa ainda mais com cara de balada na casa de amigos.
Zero carão, bebida barata e apenas R$ 20,00 de entrada, a festa – e todo o coletivo por trás dela – não só está devolvendo para noite de São Paulo o conceito de festa underground, como ainda leva o mérito de revitalizar áreas abandonadas de São Paulo, com pouca vida noturna ou programação cultural.
Se as baladas brasileiras resolverem importar o último hype parisiense, é melhor repensar seu modelito noturno: Pyjama Picnic é a jogação relax que rola domingos à tarde, no Prescription Cocktail Club.
A ideia é curar a ressaca do fim de semana de um jeito total chic-retrô, bebendo coquetéis, mordiscando sanduíches e jogando tarot ou gamão. Até a musa fashion Catherine Baba já entrou no mood - como mostram os cliques após o jump.
E agora, será que a moda pega?
Notícia quente para os seletos que já deixaram suas férias de julho reservadas para uma euro-trip: o Calvi on the Rocks acaba de divulgar o line-up de sua próxima edição, que rola entre os dias 2 e 6 no litoral francês.
Um dos eventos mais aguardados do verão europeu, o festival faz Paris inteira descer para Córsega e ferver a ilha com muito electro-pop. Organizado pela turma do Le Baron, a 8ª edição contará com nomes hot topic da cena francesa, como Jamaica, Breakbot, Koudlam – que já falamos aqui – e Joakim. O Brasil também entrou na lista, dessa vez muito bem representado pelo duo carioca The Twelves.
Para quem quiser sentir o clima da jogação, é só fazer o jump e conferir o preview das edições anteriores.
O @oi_moda já decretou ser o último fresh da noite francesa e ninguém tem como negar: comandadas pelo promoter e “party monster” Marc Zaffuto, as edições da Club Sandwich tem ferveção comparável aos icônicos clubes parisiennes dos 70’s, como o Le Sept e o Le Palace.
A vibe é de puro hedonismo, com direito a lugares e décors exóticos, DJs hot topic, performances mil e muitos, muitos looks über-montados em dress code off – se jogar numa Club Sandwich é ter chance de encontrar personas de todos os naipes, além de celebs como Lily Allen, François Sagat, Charlotte Gainsbourg, Sofia Coppola e todos os fashionistas do euro-high.
Josephine de La Baume é atriz, it-girl carimbada no eixo Paris-NYC e faz parte da turma dos franceses bem-nascidos – ela é filha do Barão e da Baronesa de La Baume. Fazendo par com o produtor musical Mark Ronson, formam um dos casais mais cools do mundinho high, chegando a figurar no ano passado em uma capa da Jalouse com um casamento fake.
Agora, é a vez dos dois tocarem juntos mais um novo projeto: Mark está produzindo o primeiro álbum da SingTank, banda de rock indie que Josephine formou ao lado de seu irmão Alexandre e do baterista Alberto Cabrera. Novo hype da cena parisienne, eles já entraram para o line-up de clubes como Le Baron, Le Montana e Théâtre des Mathurins.
Com letras fáceis e inteligentes, o novíssimo disco tem inspiração que faz mix entre Franz Ferdinand, Elis Regina e Serge Gainsbourg e deve ser lançado já-já, no verão do hemisfério norte.
Celeb do mundinho fashionista, o fundador e editor da Purple Magazine resolveu fazer seu próprio diário virtual há mais ou menos um ano. Desde então, Olivier Zahm vem publicando fotos dos insiders que movimentam o eixo Paris-NYC, o que acaba servido como um guia de hotspots: vê-se desde noitadas parisinnes no Brasserie Lipp e no Café de Flore, até as badalações do hotel novaiorquino The Standard.
Sempre acompanhados de boas doses de escândalo, os mais de 10 mil cliques de Olivier foram selecionados para uma mega-expô na Colette. Purple Diary , que tem temporada marcada para até o início de abril, traz imagens raras de personas do naipe de Kanye West e do photo-cult Terry Richardson.
A semana de moda francesa terminou ontem, mas nem por isso o disputadíssimo restaurant-bar-éphémère da Vogue Paris, no Hôtel de Crillon. Aberto até o próximo sábado – somente para a turma dos seletos, é claro –, Le Bar ainda ostenta suas mesas abarrotadas de grifes.
Passarela queridinha da temporada prêt-à-porter, o pop-up bar conta com décors das mais deluxe, além de uma make-up station para retoques de emergência. O menu também não deixa o glamour de lado, com pratos vegans, smoothies e cocktails dos mais-mais, dedicados à celebs do mundinho fashionista – que tal um Carine, com Absolut e flores de menta?
Todo o frenesi do lugar está sendo twittado no @VogueParisLive, mas foi de Olivier Zahm o clique mais icônico até o momento: André, persona hype da night parisiense, cochilando em um dos sofás.
Quem estiver por Paris e quiser se arriscar uma noite swank-on-the-town, pode se jogar sem medo pro L’Arc Paris Restaurant-Bar & Club. Inaugurado há poucos meses, o hotspot já conjuga o best of da noite française.
De frente para o icônico Arco do Triunfo, o antes L'Etoile Nightclub ganhou upgrade décor pela Prospect Design: um mix da arquitetura histórica com pitadas deluxe de iluminação néon e mobiliários de couro. Nas paredes, improváveis retratos de celebs do hip hop americano dos anos 1990 – e o que seria mais avant-garde que isso?
Talvez só mesmo os menus sazonais, feitos à base do improviso do chef Antony Germani, o mesmo do L'Atelier de Joël Robuchon.
Quem passa pelo pitoresco quartier de Montmartre talvez nunca suspeite do côté high-tech que se esconde por trás de uma das fachadas mais clássicas da cidade-luz.
Com décor über-cool, duas salas artsy e um restô especializado em finger food, o Kube Hotel tem seu savoir-faire num ice bar dos mais deluxe. É lá que uma seleta turma euro-glam se aquece com performances de hypados DJs e coquetéis feitos à base de vodca.
*UPDATE: essa dica também está no O PEQUI, blog de Rico Gaioso, nosso editor em 2009. Dividido em artigos (aqui e aqui), o Guia de Paris “dá a liga do crème de la crème da capital, saindo de bandinha do circuitão turístico e abrindo espaço para o seu lado mais contemporâneo e urbano”. Rico, que acaba de voltar da cidade-luz, conta tudo isso de um jeito despido de trivialidade e romance, o que sem dúvida faz valer a visita.